Sabe o que aprendi no Twitter hoje? Muita gente é 10% idéia e 90% ego
O Twitter, criado em meados de 2006, teve como idéia básica e inicial, ser uma ferramenta de compartilhar seu dia de maneira simples e rápida, respondendo a pergunta "O que você está fazendo?".
Com uma evolução criada pelos próprios usuários, virou uma ferramenta para compartilhar links, idéias e devaneios, além é claro, das mazelas do seu dia-a-dia.
Até aí, tudo bem, temos algo simples com uma função útil e interessante. Aos poucos as pessoas foram se adaptando (processo este que ainda esta em curso) à escrita objetiva com seus míseros 140 caracteres. A capacidade de síntese do ser humano estava sendo colocada a prova. Estávamos indo bem, um ambiente bem bacana foi criado e a paz reinou por algum tempo.
Como era de se esperar, algumas maçãs podres começaram a aparecer, e por outro lado, o ouro começou a brilhar perante os olhos daqueles que um dia estavam ali com um propósito bom e pacífico. E por ouro, caros amigos, não entendam que seja patrocínios ou algo que traga um retorno financeiro significativo; o ouro veio na forma da vaidade.
É fácil perceber que a vaidade que me refiro, é tocada pelo número de seguidores. Com a adoção do Twitter por "celebridades" (em itálico e entre aspas mesmo), uma parte dos que antes reinavam soberanos começou a chiar e pregar aquela velha ladainha: "se você é uma celebridade artística não tem nada a dizer que interesse à mim ou aos meus demais súditos". Uma parte seguia as idéias dos seus "mentores intelectuais" (em grande parte as mesmas figurinhas carimbadas da blogosfera nacional), enquanto outra preferia permanecer com seu escasso e limitado direito de livre-arbítrio, não tendo preconceito com tais "celebridades".
O óbvio aconteceu e aos poucos, só quem estava na voraz "lista dos 10 brasileiros mais seguidos no Twitter" eram pessoas que tem exposição na que alguns chamam de grande, jurássica e velha mídia. É fato que qualquer coisa que você fale para milhões de pessoas irá gerar uma resposta, logo é inútil tentar disputar com pessoas que tem fãs de verdade.
Passando essa fase inicial, o pior e mais temido começou a acontecer: as tais "celebridades" começaram com a guerra pública de ego (que já é bastante comum no meio delas). Aquela batida e nunca ultrapassada idéia de "o meu é maior que o seu" parece não largar o ser humano, não importando idade, sexo ou classe social.
Agora além de termos demonstrações de extrema arrogância, acompanhávamos discussões que no fundo não faziam o menor sentido. E daí se o cara deu TV para ganhar seguidores? Problema dele e das pessoas que o seguem. Mas ele estava recebendo patrocínio? E daí, tudo quanto é coisa na internet hoje em dia é sustentada por publicidade, cada um com seus artifícios.
Felizmente o Twitter é extremamente democrático. Não concorda com o que a pessoa fala? Se sentiu ofendido? Não está afim de aturar a arrogância de alguns indivíduos? É simples, pare de seguí-los.
Baseado nesse princípio, fiz uma profunda limpeza no meu Twitter e aparando umas 3 arestas, consegui reduzir o número de twittadas que apareciam em minha linha em no mínimo 30% (sim, eles falavam à beça), além de não ter mais que passar raiva com asneiras e crises da síndrome do pequeno poder que assola tais indivíduos.
Enfim caros leitores, exercer seu direito democrático no Twitter é bom e faz bem, não tenha medo de parar de seguir.
